Espaço de comunicação de ideias e de práticas. Incentivo ao diálogo, à reflexão crítica sobre temas inter e transdisciplinares. Divulgação de artigos, acontecimentos, atividades de formação organizadas pelo CFAE e escolas associadas.
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
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Promoção de Relações de Igualdade de Género: Um projeto que se pretende inovador no Agrupamento de Escolas de Góis

     Na sequência da acção de formação sobre “Formação de Públicos Estratégicos Em Igualdade de Género no Sistema Educativo”, que decorreu na
sede do Agrupamento Escola de Góis, entre 31 de Janeiro e 23 de Março de 2011, promovida pelo Centro de Formação Coimbra Interior, onde participaram vinte e três professores deste Agrupamento, encontrando-se entre estes, o seu Diretor, surgiu a ideia de fazer um projeto para promover relações de igualdade de género, direcionada a todos os/as alunos/as do Agrupamento de Escolas de Góis. A ideia passou à prática e o projeto surgiu: “Promoção de Relações de Igualdade de Género” tendo começado a ser implementado no início deste ano letivo (2011/2012).

     O Projeto “Promoção de Relações de Igualdade de Género” decorre de uma política do mainstreaming de género, que procura sensibilizar vários públicos de modo a poderem vir a desenvolver uma maior interactividade com a população, no caminho para a promoção de relações de igualdade de género. O IV Plano Nacional para a Igualdade Cidadania e Género (2011-2013) continua a manter como principal linha orientadora, o aprofundamento da integração da perspectiva de género em todos os domínios da actividade política e da realidade social (gender mainstreaming). A definição sobre esta matéria, e aqui adoptada, foi a produzida pelo Conselho da Europa: «O mainstreaming de género consiste na (re)organização, melhoria, desenvolvimento e avaliação dos processos de tomada de decisão, por forma a que a perspectiva da igualdade de género seja incorporada em todas as políticas, a todos os níveis e em todas as fases, pelos actores geralmente implicados na decisão política».

     A integração da perspectiva de género, quer aos diferentes níveis do funcionamento da Administração Pública, quer nas práticas e rotinas das várias instituições e entidades que integram a sociedade portuguesa, é um processo que implica um esforço adicional, bem como o empenho e envolvimento de todas e todos. Desta convergência depende o cumprimento dos objectivos traçados no IV Plano Nacional para a Igualdade. Lá se refere que, contribuir para a sua concretização é uma missão que deverá ser partilhada por todos os organismos e instituições públicas, privadas e associativas, incluindo a sociedade civil, não podendo pois a Escola e os/as professores/as alhear-se deste processo e da sua enorme influência na construção da identidade de género por parte da criança.

     É a identidade de género que possibilita à criança reconhecer-se como pertencente ao género masculino ou feminino, com base nas relações sociais e culturais que se estabelecem a partir do seu nascimento. Essa ideia ultrapassa a concepção da aprendizagem de papéis, que pode tornar-se
muito simples, uma vez que caberia a cada sexo conhecer o que lhe convém ou não, adequando-se a essas expectativas. Por outro lado, a maneira como a família e a escola agem em relação às meninas e aos meninos são fundamentais no seu processo de constituição da identidade de género. Os estereótipos de género continuam a ser determinantes na construção das desigualdades entre mulheres e homens, afetando todas as esferas da vida social, política, económica e cultural, condicionando os nossos valores, linguagem, expectativas, comportamentos e opções.

     As relações pedagógicas que são construídas na escola estão carregadas de simbolismo e as crianças aprendem normas, conteúdos, valores, significados, que lhes permitem interagir e conduzir-se de acordo com o género, muitas vezes veiculados também nos próprios manuais escolares.

     Os professores e as professoras constituem-se como produtores de cultura. Sendo assim, estamos profundamente convictos de que, no que se refere às relações de género, os/as professores/as devem ultrapassar os seus papéis de transmissores de informação; devem rever os seus conceitos e preconceitos e capacitar-se a perceber as visões estereotipadas nos materiais didácticos que utilizam, sejam eles livros ou outros quaisquer. Devem ainda estar conscientes e entender o poder e influência do seu comportamento e atitudes, assim como do que ensinam e de como ensinam e da linguagem que utilizam na formação integral das/os alunas/os, de modo a poderem ser verdadeiros agentes de promoção da igualdade de género.

     Pretende-se com este projeto, em primeiro lugar, fomentar no corpo docente deste Agrupamento uma atitude pró-activa de educação para a igualdade de género, de modo a eliminar nos/nas discentes os estereótipos de género, veiculados pela cultura onde se encontram inseridos, bem como atitudes de descriminação.

 

                                                     
A Direção do Agrupamento de Escolas de Góis

 



publicado por cfaeci às 10:44
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